lunes, 1 de agosto de 2011

LEISHMANIOSE: CRESCE MOVIMENTO CONTRÁRIO AO SACRIFÍCIO DE ANIMAIS



Temos visto há quase dois anos uma tendência crescente contra o sacrifício de animais infectados pela Leishmaniose Visceral Americana (LVA), posicionamento embasado em argumentos muito sólidos como a incerteza dos exames efetuados pelo poder público; a ausência de uma política pública para a prevenção; dúvidas a respeito do melhor método preventivo e outras.
É verdade também que se tem discutido muito a LVA e os métodos preventivos, como nunca se verificou antes.

Desde que houve a portaria interministerial proibindo o tratamento dos animais com medicamentos de uso humano e diante da inexistência de medicamentos similares de uso veterinário registrados no país, o debate tem recrudescido e novos atores vieram para o cenário. Além dos laboratórios que produzem as vacinas (já são duas em uso), coleira e pipetas pour-on, óleos de neem e citronela entre outros alternativos e que tem mostrado bons resultados.

Por outro lado, além de nova vacina como a Canileish lançada em Portugal, temos lido muitas notícias sobre métodos não eutanásicos em outros países e que repercutem a tese de que apenas no Brasil cães são sacrificados como método de controle da leishmaniose.
E mesmo com a pressão dos defensores dos animais, técnicos, operadores do direito que defendem o tratamento ou o aprimoramento dos métodos preventivos, as mortes continuaram, visivelmente sem efeito prático significativo em termos de contenção da doença.  A leishmaniose tem avançado em todas as cidades, comprovando o que já dizíamos em 2006: “Breve em sua cidade !”, quando já procurávamos chamar a atenção, inclusive das autoridades, mostrando a prevenção era a alternativa.

Como parte das discussões técnicas promovidas pelo Projeto Focinhos Gelados, realizamos em 2009 o I Seminário de Atualização Técnica, quando chegamos a ser ameaçados pelo CRMV-SP - , e agora em 2011 vemos o mesmo órgãopromovendo a discussão .
Palmas ! Bom senso e coerência ainda que tardios.

Mais recentemente, vimos com muita esperança e satisfação o surgimento da Brasileish, em junho de 2011, órgão que reunirá expertos e pesquisadores de alto nível  . Dessa entidade, sem dúvida alguma, veremos surgir discussões de alto nível técnico e, provavelmente, formas de pressão dirigidas às autoridades de saúde humana e animal em busca de alternativas para a extinção do sacrifício de animais.(Visite e cadastre-se )
Assistimos também, pesquisadores comprovando teorias que derrubam antigos dogmas, por exemplo:
“Gatos são praticamente imunes” 
O médico veterinário Dr. Victor Marcio Ribeiro comprova que não e que gatos também estão contaminados em Belo Horizonte

“Há poucos reservatórios que não o cão” 
Pesquisadores da UNESP, do campus de Botucatu, tem avaliado os animais silvestres que morrem  atropelados nas rodovias e já determinaram que tatús são grandes hospedeiros de leishmaniose

“O único vetor é o Lutzomia Longipalpis” Desde o descobrimento de cães contaminados em Florianópolis, em meados de julho de 2010, até agora nenhum exemplar da espécie foi coletado. A Secretaria da Saúde, auxiliada por uma equipe multidisciplinar( Fiocruz) coletou vários animais silvestres e apenas um roedor apresentou resultado positivo mas  com titulação muito baixa 1:40, não justificando ser esta espécieresponsável pela transmissão.

E, além dos dogmas, onde estão as campanhas de prevenção ?
A aplicação de inseticidas em residências só é executada quando há um caso humano e é feita em um raio de 150 metros da moradia do humano. E não é possível a reaplicação antes de quatro meses, dada a toxidez do inseticida que  poderia provocar morte de outros insetos que não os flebótomos, além da intoxicação de pessoas, principalmente  crianças mais sensíveis.
No nosso II Seminário de Atualização Técnica em leishmaniose visceral americana, realizado em novembro de 2010,  representantes do Ministério da Saúde confirmaram a realização de testes de campo, conforme havia sido declarado pela sra. Ana Nilce Elkhoury em reunião realizada no MS em agosto de 2010 
Foi declarado que seriam compradas 500 mil coleiras Scalibor, em duas etapas. A primeira com 200 mil coleiras e  depois 300 mil coleiras. Estamos em julho de 2011 e nenhuma campanha de orientação por parte do Ministério da Saúde foi desenvolvida, nenhuma coleira foi comprada e nenhuma declaração a respeito do não cumprimento do compromisso assumido foi divulgada oficialmente.

Em São Paulo, a Secretaria Estadual de Saúde, através do Comitê de Leishmaniose Visceral Americana criou o programa  "Legal pra Cachorro", com o objetivo de estudar a eficácia do encoleiramento, associado ou não, ao controle  populacional através de castração. A proposta era de ser aplicado em 10 a 15 municípios da região de Adamantina, em outubro de 2010, além do levantamento sobre a presença ou não de animais soropositivos para leishmaniose.
Até a presente data nenhum informe sobre o andamento do programa, que sabemos, estava previsto para no mínimo ir até outubro de 2011.

E, outro ponto importantíssimo: a maioria dos veterinários NÃO notifica casos. Primeiro, porque fechar diagnóstico é um trabalho quase hercúleo. O laboratório TECSA tem trabalhado em vários simpósios e seminários justamente procurando orientar veterinários neste sentido. Mesmo com um diagnóstico fechado, comprovado devidamente com prova e contraprova laboratorial, veterinários (de forma geral) não sabem como notificar.
E, quando o fazem, não recebem a devida atenção do órgão responsável. Cito um caso em São Bernardo do Campo em que a veterinária fez a notificação e QUATRO MESES DEPOIS o órgão de saúde foi até a clínica para recolher o animal. Não é piada, infelizmente, e esperamos ser um caso isolado.
Mas o fato é que veterinários contrários ao sacrifício não tem isolado o animal, não fazem a notificação e sugerem que se procure quem faça o tratamento.

Diante de tudo o que expusemos, concluímos: 

1. É indiscutível que a atual política de sacrificar cães não está resolvendo. A leishmaniose avança e a cada ano o número de óbitos é maior e a incidência em humanos também.

2. Acho difícil o Ministério da Saúde fazer algo "fantástico" por uma doença que apresenta menos de 500 óbitos humanos/ano. A gripe comum mata muito mais, por complicações secundárias.

3. A morte de centenas de milhares de cães não serviu para absolutamente nada, exceto os traumas nas famílias, a reposição quase imediata de animais, etc. conceitos já discutidos e entendidos como inócuos.

4. A proibição de tratamento de animais utilizando produtos de uso humano parece cada dia mais sem sentido. Produtos veterinários podem ser utilizados, mas não há produção nacional destes medicamentos. Há que se discutir com seriedade essa situação, e não simplesmente proibir algo e ponto final.

E, para fechar estas reflexões, falarei sobre tratamento.
A leishmaniose não tem cura clínica, nem para humano nem para o animal.Há a remissão dos sintomas e o animal pode deixar de ser infectante. Porém, há pontos importantes a considerar.Dependendo do protocolo utilizado, o tratamento tem um custo alto. E nem todo proprietário poderá arcar com este custo.
O tratamento não é rápido e exige comprometimento do proprietário com a aplicação dos medicamentos, do isolamento do animal para evitar que seja picado pelo vetor. Exames laboratoriais tem que ser feitos de acordo com cada protocolo para "aferir" a eficácia do tratamento e se há ou não ajustes a serem feitos na posologia ou escolha de outro princípio ativo a ser administrado. E o acompanhamento é para toda a sobrevida do animal, já que como  dissemos, não há cura.Infelizmente, como regra geral, proprietários mal levam seus animais para vacinação de doenças espécie-específicas.
Acredito que a Brasileish vai trabalhar pela liberação do tratamento, mas seria muito saudável se o tratamento tivesse um termo de compromisso onde veterinário, proprietário e representante da vigilância sanitária fossem corresponsáveis pela correta execução e mecanismos de controle e acompanhamento.
E o Ministério da Saúde tem que colocar em prática métodos de prevenção prometidos e que até agora não foram levados a efeito.

Fowler T Braga Filho
Coordenador Projeto Focinhos Gelados

A MORTE DO CÃO

A MORTE DO CÃO

Carlos Henrique Nery Costa, médico.

Há alguns dias, fui procurado pela TV para dar uma entrevista sobre calazar, relacionada a uma declaração de uma funcionária da prefeitura de Teresina que a proporção de cães com teste positivo para a doença era muito elevada em alguns bairros, e que se havia notado um aumento do número de pessoas doentes na cidade nos últimos anos. Como sempre, expliquei os sinais da doença para que possíveis pacientes logo procurassem as unidades de saúde. Mas senti com um certo mal estar, pois havia cheiro de morte no ar. Passados uns dias, verifiquei que o mal estar era real quando soube do efeito da mina entrevista. No meu consultório, um paciente disseome que graças à ela havia entregue o seu amado cão,completamente sem sintomas de doença, para ser morto pela prefeitura por ter um resultado de exame positivo.

Um cão saudável, belo, querido, morto por minhas palavras conduzidas por uma
reportagem enganosa e por um ato de terrorismo de estado. Fiquei profundamente abalado. Gostaria de deixar claro que, enquanto eu era entrevistado, disse coisas que não foram publicadas. Por exemplo, alertei ao repórter que os meus anos de estudo de doença haviam me convencido que a matança de animais não reduz o risco para as pessoas e nem impediu a disseminação da doença pelo País afora e para a Argentina, que não existem evidências científicas apoiando esta medida e que me oponho vigorosamente a ela. Nada impediram, no entanto, que o meu depoimento fosse editado de tal modo que a descrição dos síntomas servisse para aterrorizar as pessoas e induzi-las a entregarem os seus animais para a morte, para um sacrifício desnecessário. Para a TV, foi irrelevante o pensamento do entrevistado, desde que atendidos os interesses dos editores.

No ano passado, minha aluna Dra. Ivete Lopes de Mendonça defendeu sua tese de doutoramento, que foi ao cerne do problema. Ela estudou cães destinados à morte. Fez testes para o diagnóstico e os comparou com o que encontrou nas vísceras dos animais. Notou que este mesmo teste que é utilizado pelo governo brasileiro é inútil para afirmar que um animal tem a doença. Por exemplo, se, em
Teresina, a chance de um cão sem sintomas ter a doença for 10%, quando o teste dá um resultado positivo, a chance de ter calazar passa apenas para 11% e, mesmo assim, todos são mortos! Ou seja, o teste não acrescenta informação relevante, o que faz com que, em circunstâncias similares, quase 90% dos cães mortos pelo Programa de Controle de Calazar sejam, na verdade, animais sadios.
Também no ano passado, foi publicada uma síntese do conhecimento sobre o assunto encomendada pela Organização Panamericana de Saúde mostrando a ineficácia desta medida. Além disto, o Código Sanitário Internacional, do qual o Brasil é signatário, exige que toda medida de saúde pública debe ter evidências científicas em seu favor. Ainda assim, o Brasil, único no mundo, continua matando cães, induzido pela obsessão mortífera de funcionários públicos pouco esclarecidos e indiferentes às normas. Este caso revela também outros fatos muito graves, que são as lições de ignorância e de violência institucionais. Lição da irrelevância do conhecimento científico, de falsidades tomadas como verdades pela mídia oficializada, de indiferença às opiniões não oficiais e de banalização da morte, neste caso de seres inteligentes, sensíveis e amados. Assim, o Brasil comporta-se de forma primitiva e brutal, muito longe das características da nação civilizada e desenvolvida que, um dia, nós, brasileiros, almejamos ser.

JORNADA DO CONHECIMENTO: DESVENDANDO O DIAGNOSTICO DA LEISHMANIOSIS - GRATUITO!!!!

http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2011/07/cao-esquecido-em-casa-de-ms-tem-leishmaniose-e-sofrera-eutanasia.html
http://www.olaonline.org.br/julho2011/joomla/index.php?option=com_content&view=article&id=82

BRASILEISH

 Caros amigos,
 No dia 17 de junho de 2011, na sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária Regional Minas Gerais (CRMV MG), foi criada uma associação científica, que pretende reunir médicos veterinários clínicos de pequenos animais, para o estudo da Leishmaniose em animais. Essa associação adotou o nome de BRASILEISH – Grupo de Estudos sobre Leishmaniose Animal. Os membros fundadores do BRASILEISH são os médicos veterinários André Luis Soares da Fonseca, Fábio dos Santos Nogueira, Ingrid Menz, Manfredo Werkhauser, Paulo Tabanez, Sydnei Magno da Silva e Vitor Márcio Ribeiro, que se inspiraram nos colegas europeus quando criaram o LEISHVET.
 O QUE SERÁ O BRASILEISH
•       Identidade: o       Associação de caráter científico formada por veterinários, sem fins lucrativos, dedicada à pesquisa e orientação ao manejo clínico de Leishmaniose em animais na Medicina Veterinária do Brasil.
•       Princípio:
o       Defesa e respeito à vida humana e animal, pautados em valores éticos e científicos.
•       Objetivos:
o       Orientar os clínicos veterinários e discutir junto as autoridades sanitárias sobre os melhores métodos diagnósticos, tratamentos e medidas de prevenção da Leishmaniose nos animais
o       Orientar os órgãos de classe, entre eles o CFMV e CRMVs, sobre as evidencias cientificas da doença nos animais.
o       Estabelecer recomendações que sejam reconhecidas a nível nacional e internacional
o       Orientar a população, através da mídia e eventos populares, sobre a prevenção, tratamento e realidade da doença no país.
o       Estudar, elaborar e executar trabalhos de pesquisa destinados ao manejo da doença nos animais
o       Disponibilizar diálogo com todas as instituições de outras profissões e organizações não governamentais sobre os aspectos da Leishmaniose nos animais

Médicos veterinários de todo o país comprometidos com a defesa e respeito à vida humana e animal serão convidados a compor o quadro social do BRASILEISH. A próxima reunião do BRASILEISH ocorrerá no dia 28 de outubro de 2011, em Belo Horizonte, véspera do VIII Simpósio Internacional de Leishmaniose Visceral Canina. Haverá durante o Simpósio, a apresentação do BRASILEISH aos médicos veterinários.
O BRASILEISH está ligado à ANCLIVEPA MG na organização do VIII Simpósio Internacional de Leishmaniose Visceral Canina, que será realizado nos dias 29 e 30 de outubro de 2011 e terá o tema :
“Leishmaniose Visceral Canina x Centro de Controle de Zoonoses – Realidade na Europa e no Brasil. ” Nosso convidado especial será o Dr. Javier Lucientes, chefe do Centro de Controle de Zoonoses da cidade de Madri – Espanha e que foi o consultor europeu da Organização Mundial de Saúde durante o Encontro de Expertos em Leishmaniose Visceral nas Américas promovido pela Organização Panamericana de Saúde e Ministério da Saúde do Brasil, ocorrido em Brasília, Brasil, em 2005.
e-mail para contato: "BRASILEISH Grupo de estudo" <brasileish@gmail.com>,




LABORATORIOS DE DIAGNÓSTICO VETERINARIO: CONCLUSIONES DE LA MESA

LABORATORIOS DE DIAGNÓSTICO VETERINARIO

CONCLUSIONES DE LA MESA


Integrantes del grupo de trabajo:

Dra. Paola Flavia Aniotti, Dirección de Luchas Sanitarias - DNSA-SENASA
Dr. Jorge Jiménez - SENASA –Salta
Dr. Ángel José Sinagra – Ministerio de Salud de la Nación - Instituto Fatala Chaben
Dra. María Cecilia Nevot - Lab. privado Posadas. Misiones
Dr. José Darío Álvarez - Fac. Cs. Veterinarias, UNNE y Lab. Privado - Corrientes
Dra. María Julieta Vargas - Lab. Privado, Resistencia, Chaco.
Dr. Rubén Corda - Act. Privada – Resistencia - Chaco
Dr. Luis Sammartino - Instituto de Patobiologia CICVyA - INTA
Dr. Cristian Bastiani - Becario UNNE - Corrientes
Dr. Héctor. R. Maidana, - Fac. Cs. Veterinarias, UNNE – Corrientes
Dr. César Gustavo Garbino – Laboratorio SENASA – Martínez – Prov. Buenos Aires
Dr. Leonardo Enrique Barral - Laboratorio SENASA Martínez – Prov Buenos Aires
Dr. Esteban Bakos - Laboratorio Regional del Chaco, SENASA
Dra. María del Carmen J. Villanueva - Consejo de Médicos Veterinarios del Chaco.
Dra. María Graciela Draghi - INTA Mercedes, Corrientes.

Conclusiones:

1) Red de Laboratorios: Resulta indispensable la organización de una red de laboratorios para el diagnóstico de la Leishmaniosis Visceral Canina, considerando que desde el aspecto Médico Veterinario, su regulación y control debería estar a cargo del SENASA, con controles de calidad efectuados por laboratorios de referencia.

2) Rol de los Laboratorios de Red: Serán funciones de los Laboratorios de la Red, el diagnóstico serológico y parasitológico en las muestras provenientes de animales sospechosos.

3) Dirección técnica: El Director Técnico del Laboratorio deberá ser Médico Veterinario.

4) Laboratorios de Referencia: Cada Provincia deberá contar con Laboratorios de referencia que deberán ser avalados por autoridad competente.

Actualmente se cuenta con:
* A nivel provincial: Universidad del Nordeste (Facultad de Ciencias Veterinarias)

* A nivel nacional: nivel nacional el Instituto Nacional de Parasitología Dr. Mario Fatala Chaben, Ministerio de Salud. Administración Nacional de laboratorios e Institutos de Salud ¨Dr. Carlos G. Malbran¨ el cual forma parte del Programa Nacional de Leishmaniasis.

5) Capacitación La capacitación y adiestramiento deberá estar a cargo de la Universidad e Instituto de Parasitología Dr. Fatala Chaben.

6) Acreditación de laboratorios: Todos los laboratorios de la red, deberán estar acreditados por el SENASA.

7) Flujograma de información y notificación: Los Médicos Veterinarios clínicos que hagan serología deberán notificar los casos positivos a la Municipalidad local dentro de las 24 horas. Los informes se realizarán por triplicado: una copia se entregará al Municipio, otra al propietario y la tercera la conservará el profesional actuante. El Municipio realizará la comunicación del caso a la Oficina Local del SENASA correspondiente.

8) Test rápidos: Se propone que la distribución de los tests rápidos se realice a través de Colegios o Consejos Profesionales de Médicos Veterinarios, acompañados del formulario a completar por triplicado. Se registrarán los formularios entregados a cada profesional en una planilla.

Recomendación: Recomendación: Los animales con diagnósticos negativos por test rápido pero con sospechas clínicas, o nexo epidemiológico con animal positivo, tendrían que reconfirmar el diagnóstico en un Laboratorio de Red o Referencia.

9). Notificación: Los laboratorios de Red informarán mensualmente por vía electrónica al Laboratorio Central de SENASA en una plantilla generada para tal fin.

LEISHMANIOSIS VISCERAL CANINA: “El desafío de la Prevención y Control”

FORO NACIONAL VETERINARIO

LEISHMANIOSIS VISCERAL CANINA

“El desafío de la Prevención y Control”
29 y 30 de abril de 2010

Ciudad de Resistencia – Provincia del Chaco

MESA COMPETENCIA INSTITUCIONAL

Coordinador: Dr Omar Román Bottinelli. Presidente de la Asociación Argentina de Zoonosis- Filial NEA.

Integrantes:

Dr Edgardo Daniel Areco. SENASA Formosa.
Dr Mariano Ramos SENASA – Capital Federal
Dr Jerónimo Garcilazo - Direc. Epidemiología Entre Ríos
Dr Fernando Andrés Hilal - Direc. Epidemiología Tucumán
Dr Eduardo Bastiani - Direc. de Bromatologia y Control de Zoonosis Municipio de Barranqueras - Chaco
Dr Jorge Raúl Páez Barrios - Policía de la Provincia del Chaco
Dr Rubén Boronat - Consejo Veterinario del Chaco
Dr Héctor Abel Malich - Pte Consejo Médicos Veterinarios de Formosa
Dr Carlos Luciani - INTA Colonia Benitez - Chaco
Dr José Horacio Ojeda - Veterinario Actividad Privada Clorinda, Formosa
Dra María Elisa Tito - Ministerio de Salud Entre Ríos
Dr Guillermo Saini - Secretario Colegio de Médicos Veterinarios Entre Ríos
Dra Lila Viviana De Rosa - Municipalidad de Concepción del Bermejo - Chaco
Dra Silvia Alejandra Coman - Secretaría de Salud Municipio de Barranqueras Chaco
Dr Aníbal Valiente - Municipalidad de Monte Carlos - Misiones
Dr Carlos Uranga - Municipalidad de Concordia – Entre Ríos
Dr José Willians Rabitti - Municipalidad de Arroyo Seco - Santa Fé
Dr Carlos Molina Provasi - Director de Zoonosis Municipalidad de Corrientes
Dr Adolfo Valenzuela - Dirección de Zoonosis Municipalidad de Corrientes
Dra María Ester Aldaz - Referente Zoonosis - Concordia E Ríos
Dr Raúl Morando - Director Saneamiento Ambiental - Ciudad de Corrientes
Dr José Gasparetti - Área Control de Vectores – Municipalidad Corrientes
Dr Guillermo Centurión - Municipalidad de Mercedes – Corrientes
Dr Arel Massad - Director Bromatología y Zoonosis – Municipalidad de Quitilipi - Chaco
Dr Rodrigo H Ramírez Videla - Municipalidad de El Dorado -Misiones
Dra Mónica Coman - Actividad privada - Gancedo - Chaco
Dra Lorena Grossi - Municipalidad de Presidencia Roque Sáenz Peña - Chaco
Dr Juan Adolfo Zach - Pte Consejo Profesional de Médicos Veterinarios de Misiones

CONCLUSIONES

1. Adoptar como herramienta de trabajo para cada jurisdicción municipal el documento del Ministerio de Salud de la Nación sobre el ”Programa Nacional de Leishmaniasis y el Manual de Procedimientos”

2. Teniendo en cuenta la diversidad de información existente (humano, vectores, reservorios),  se debe establecer un camino critico que permita la accesibilidad de la notificación y procesamiento de la información con plena intervención de todos los eslabones de la cadena interviniente en la prevención y control de esta zoonosis.

3. Crear y/o propender a la estructuración en forma uniforme, de las dependencias responsables de zoonosis a cuyo frente deberá estar un profesional veterinario capacitado para la gestión y adopción de las medidas preventivas establecidas por la Autoridad Sanitaria.

4. Recurrir a líneas de investigación que permitan desarrollar y consolidar información técnica y científica en la problemática de la Leishmaniosis Visceral Canina, en los siguientes campos: diagnostico, vacunas, tratamiento, control de vectores y enfermedad clínica en animales.

5. Fortalecer la difusión y esclarecimiento de la enfermedad ante la sociedad mediante un programa de educación para la promoción de la salud, donde quede explicito que es una responsabilidad de todos.

6. Colaborar con las Autoridades de Salud en términos de la Vigilancia Epidemiológica.

7. Lograr el apoyo interinstitucional para favorecer el logro de los objetivos del Programa Nacional, a través de acuerdos marco o cartas acuerdos específicas.

8. Se recomienda la instrumentación del marco legal (ordenanza u otra normativa), que respalde las acciones a desarrollar en cada una de las problemáticas zoonóticas a nivel local.

9. Mantener acciones a través del tiempo, asistiendo interinstitucionalmente al desarrollo de programas de control de poblaciones caninas y tenencia responsable de perros, que tiendan a descartar definitivamente el sacrifico innecesario de animales.

10. Recomendar un instrumento regulatorio de control de movimiento de especies susceptibles (perros y gatos) que tienda a resguardar la situación de cada una de las áreas con distintos estatus epidemiológicos.

11. Considerar una correcta planificación urbana y especial atención en el mantenimiento de las condiciones del medio ambiente que prevengan el desarrollo de los vectores de la
enfermedad.

12. Remarcar el hecho de que las administraciones locales (Municipios) son responsables de los servicios y programas relacionados con la salud, la higiene y el interés público dentro de sus jurisdicciones, transformándose por ende, en la primera línea de mitigación de esta zoonosis. ( OIE - Capítulo 7.7 artículo 7.7.4 ítem 5 - versión Código Animales Terrestres - 2009)

CONCLUSIONES DE LA MESA REDONDA SOBRE EL RESERVORIO CANINO

CONCLUSIONES DE LA MESA REDONDA SOBRE EL RESERVORIO CANINO
Lista de integrantes:
Dr. José Octavio Estévez – Posadas, Mnes. Práctica privada
Dr. Vitor Marcio Ribeiro – Belo Horizonte, Brasil. PUC Minas
Dr. Andrés Avalos Ruiz Diaz – Asunción Universidad Nacional. Paraguay
Dr. Bongher, Guillermo - Actividad privada – Resistencia - Chaco
Dra. Ramírez, Natalia – FCV UNNE - Corrientes
Dra. Zarza, Liliana – FCV UNNE - Corrientes
Dr. Rodríguez Eugui, Juan J.- Inst. Zoonosis Luis Pasteur CABA
Dra. Mora, Mercedes – Inst. Zoonosis Luis Pasteur CABA
Dra. Stefanic, Noelia - Inst. Zoonosis Luis Pasteur CABA
Dr. Cao, José - FCV UNNE - Corrientes
Dr. Martínez Pérez, Rodolfo – Act. privada y Municip. de Barranqueras – Chaco
Dr. Baez, Alejandro - FCV UNNE - Corrientes
Dr. Koscinzuk, Patricia - FCV UNNE - Corrientes
Dr. López, Alejandro – Col.Vet. de Entre Rios
Dr. Pierestegui, Juan Carlos – Seccional Concordia - E.Ríos.
Dr. Luzuriaga. Ricardo Pablo- Posadas, Misiones. – Actividad privada.
Dr. Ramírez, Ángel – Práctica privada – Resistencia - Chaco
Dr. Llano, Eduardo - FCV UNNE - Corrientes
Dr. Francia Carlos – Lab. Brouwer
Dr. Grubbisich – Lab. Holliday-Scott
Dra. Maza, Zulma - FCV UNNE - Corrientes
Dr. Marder Gabriel - FCV UNNE - Corrientes
Dra. Pedelhez, Mariana – Act. Privada . Resistencia - Chaco
Dra. Peñalva Jost, Fernanda - FCV UNNE - Chaco
Dr. Guerineau, Miguel – Act.privada, Tucumán
Dra. Cáceres, Hilda – Act.privada, Barranqueras, Chaco
Dr. Carlo Romagosa – Director IMUSA Posadas, Misiones
Dr. Echeverría, Omar Daniel – Act. Privada – Resistencia - Chaco
Dr. Zubieta, Julio – Jefe Dto.Zoonosis Chajarí Entre Ríos
Dra. Levkov, Marianela – Act.Privada – Resistencia - Chaco
Dra. Lomónaco, Andrea – Act.privada - Chaco
Dr. Sarmiento, Néstor – INTA – Mercedes - Corrientes
Dr. Zamora, Luis Estéban – Bromatología Munic. Cnel. Du Graty Chaco

Documento elaborado a partir del Plan Nacional de Leishmaniasis.

El espíritu de los colegas reunidos en esta Mesa, ha sido el de manifestar la participación de manera activa de nuestra profesión en el Plan Nacional, colaborando en todo lo que esté a su alcance y en el ámbito específico de su práctica profesional, a un avance en el control de esta enfermedad, como parte integrante del sistema de salud y en estrecha cooperación con los entes oficiales, principalmente a nivel Municipal, encargados de esta tarea, considerando que será con el trabajo mancomunado e interdisciplinario, poniendo la mejor buena fe de parte de todos los sectores involucrados, y un ánimo sincero de participación, como se podrán alcanzar, seguramente, los mejores objetivos en esta tarea.
El perro no es el responsable de la enfermedad. Es una víctima más de la misma. Sin dejar de considerar la importancia de un adecuado control y monitoreo por su condición de reservorio, se debe focalizar el combate del vector y el control de la población de animales vagabundos con o sin dueños.
Estas medidas deben ser implementadas por el Estado y acompañadas por la adecuada educación de la población para estimular las medidas higiénico sanitarias individuales y de tenencia responsable.
Los Profesionales de las Ciencias Veterinarias consideramos que la información científica disponible en la actualidad es lo suficientemente controversial como para tomar medidas drásticas respecto a las posibilidades de tratamiento o utilización de vacunas existentes y que un programa de atenuación de riesgo de la LV no debería excluir la alternativa de utilizar estos recursos, junto con otras medidas. Estas controversias, igualmente, deberían ser un motivo para profundizar investigaciones en lo que hace al diagnóstico, terapéutica
o desarrollo de vacunas por parte de las instituciones correspondientes.


Ante perros positivos con o sin propietario la primera indicación es la eutanasia. Para los casos en que el perro sea diagnosticado positivo y el propietario no aceptara la eutanasia, éste se deberá comprometer al tratamiento debidamente informado de los riesgos, con drogas diferentes a las de uso humano para el tratamiento de la LV. En estos casos, se deberá implementar un sistema de control mediante compromisos de los propietarios y veterinarios privados. El profesional deberá hacerse responsable de fiscalizar el cumplimiento de las medidas de control recomendadas que estén a su alcance.

El propietario deberá firmar una declaración jurada de consentimiento informado, en el  cual deberán constar los riesgos que implica mantener la mascota positiva a LV, y por la cual se hace responsable de cumplir con las medidas de mitigación de riesgo, en  corresponsabilidad con el profesional que haga el seguimiento del caso. En el documento debe precisarse que el dueño tiene que notificar la pérdida o muerte del animal. La muerte debe ser corroborada por el veterinario actuante y la pérdida denunciada por el propietario a la policía. - Se debe alentar a estimular medidas de identificación precisa de los animales bajo tratamiento según las condiciones y disponibilidad de cada localidad.

En nuestro país la situación de la enfermedad es muy diversa y requiere un criterio específico para su manejo en cada zona y se debe propender un mecanismo de monitoreo adecuado para el control del tránsito de animales entre zonas.

Se deberá solicitar a la FEVA, de conformidad a las atribuciones que confieren las leyes de Colegiación nacional y provinciales, que a través de su departamento jurídico, elabore los documentos legales pertinentes y los homologue con la Autoridad Sanitaria Nacional a los fines de unificar los mismos en todo el país, para que ellos garanticen los resguardos para los colegas que realicen los tratamientos así como una clara delimitación de sus responsabilidades. Este foro cree necesario requerir que la información existente respecto
al monitoreo y control de vectores y de casos diagnosticados estén disponibles a la comunidad veterinaria en general por vía de los canales institucionales correspondientes. Igualmente será deseable recibir por estas mismas vías, información sobre el éxito o fracaso de las medidas implementadas. Asimismo debe elaborarse un adecuado flujograma de notificaciones que involucre a los Municipios como actor principal en el sistema, a las Autoridades Sanitarias Provinciales, al Ministerio de Salud de la Nación, al SENASA y al Sector Liberal de la profesión, que resulte dinámico, sencillo en su aplicación, factible en su operatividad y que genere información útil y un accionar que se corresponda con la situación local de esta zoonosis.

martes, 12 de julio de 2011

PRESENTACION DE LAS CONCLUSIONES DEL PRIMER FORO VETERINARIO SOBRE LEISHMANIOSIS VISCERAL CANINA

La Federación Veterinaria Argentina, consustanciada con el accionar de todos los Profesionales de las Ciencias Veterinarias que desarrollan sus actividades en el ámbito oficial y privado, quienes trabajan permanentemente en pos de la Salud Pública a través de la Sanidad Animal y el Saneamiento Ambiental, y como parte integrante e indivisible de la Sociedad Argentina, desea presentar a la comunidad en general, a las Autoridades Sanitarias locales, provinciales y de la nación en particular, las conclusiones del Primer Foro Nacional Veterinario sobre Leishmaniosis Visceral Canina como un aporte a la lucha por la prevención, el control y la deseada erradicación de esta zoonosis.

Las conclusiones surgidas de este Foro, contaron con la amplia participación de diversos sectores de la Medicina Veterinaria, tanto oficial como privada, con el aporte de representantes de la Profesión a nivel nacional e internacional y con el objetivo de apoyar y enriquecer el Plan Nacional para el Control de la Leishmaniasis en Argentina, convencidos que únicamente con el trabajo de cooperación y de construcción entre todos los actores involucrados, podrá dar los resultados que la sociedad nos reclama.

Dr. Hugo Daniel Palópoli
PRESIDENTE

Resistencia, Abril 30 de 2010.-


PRESENTACION DE LAS CONCLUSIONES DEL PRIMER FORO VETERINARIO
SOBRE LEISHMANIOSIS VISCERAL CANINA -

RESISTENCIA, CHACO 29 Y 30 DE ABRIL DE 2010

FORO NACIONAL LEISHMANIASIS - 2010

Se convocó a 212 colegas de diferentes instituciones y privados ,al día siguiente se formaron mesas redondas para elaboración de documento en: Laboratorios veterinarios en red,Control de reservorio e Inter - institucionales.